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Abril Lilás: câncer de testículo exige atenção precoce, especialmente entre os jovens

  • há 12 horas
  • 2 min de leitura

Tumor é o mais comum entre homens de 15 a 35 anos e tem mais de 95% de chance de cura quando diagnosticado cedo



O mês de abril marca a campanha Abril Lilás, dedicada à conscientização sobre o câncer de testículo, um tipo de tumor que, embora menos frequente em números absolutos, é o mais comum entre homens jovens, especialmente na faixa dos 15 aos 35 anos.


Projeções do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam cerca de 1,8 mil novos casos por ano no Brasil no triênio 2026-2028. Apesar das altas taxas de cura, que superam 95% nos estágios iniciais, o principal desafio ainda está no diagnóstico tardio. Isso porque muitos homens jovens tendem a adiar consultas médicas ou minimizar sintomas, o que pode comprometer as chances de tratamento mais simples e eficaz.


“O câncer de testículo é um exemplo claro de como o tempo influencia diretamente o desfecho. Quando diagnosticado precocemente, temos excelentes resultados. O problema é que muitos pacientes demoram a procurar ajuda, seja por desconhecimento ou por subestimar os sinais”, afirma o médico uro-oncologista Luís César Zaccaro.


Atenção aos sinais do corpo

O tumor pode se manifestar de forma silenciosa, e seus sintomas muitas vezes são confundidos com outras condições benignas, como inflamações, hidrocele ou varicocele. Por isso, qualquer alteração deve ser investigada por um especialista.


Entre os principais sinais de alerta estão o aparecimento de caroço ou aumento de volume em um dos testículos, mudanças na textura, desconforto na região abdominal ou lombar e, em alguns casos, sintomas mais amplos, como cansaço, tosse e falta de ar.


“O homem jovem precisa entender que o próprio corpo dá sinais. Um nódulo, um endurecimento ou qualquer mudança no testículo não deve ser ignorada. Quanto antes avaliarmos, maiores são as chances de um tratamento menos agressivo”, orienta o médico.


Autoexame como aliado

O autoexame testicular é uma ação simples que pode ajudar na identificação precoce de alterações. A recomendação é que ele seja realizado mensalmente, preferencialmente após o banho morno, quando a musculatura da bolsa escrotal está mais relaxada.


“O autoexame não substitui a consulta médica, mas é uma forma importante de aumentar a percepção sobre o próprio corpo. Ele ajuda o paciente a reconhecer alterações e buscar atendimento no momento certo”, explica Zaccaro.


Prevenção e informação

Embora não exista uma forma específica de prevenção para o câncer de testículo, a adoção de hábitos saudáveis e o acompanhamento médico regular são fundamentais. Fatores como histórico familiar, criptorquidia (testículo que não desceu corretamente), exposição à radiação e alterações genéticas podem aumentar o risco.


Para o especialista, a informação ainda é uma das principais ferramentas no enfrentamento da doença. “Mais do que tratar, precisamos antecipar. Quando o paciente conhece os sinais e entende a importância de buscar avaliação precoce, conseguimos mudar completamente o curso da doença”, conclui.

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